Sete em cada dez estudantes do ensino médio que utilizam a internet no Brasil recorrem a ferramentas de inteligência artificial (IA) generativa, como ChatGPT e Gemini, para realizar pesquisas escolares. No entanto, apenas uma pequena parcela desses alunos, cerca de 32%, recebeu orientação nas escolas sobre como utilizar essa tecnologia de forma segura e responsável.
Os dados, divulgados hoje, revelam novas práticas de aprendizagem entre adolescentes. Segundo especialistas, o uso de IA exige novas habilidades para lidar com a linguagem, selecionar conteúdos e compreender informações. As escolas parecem estar se adaptando a essa realidade, iniciando debates com pais e responsáveis sobre o uso da IA generativa pelos alunos.
De acordo com o levantamento, regras sobre o uso de IA por alunos e professores já são tema de reuniões entre gestores, professores, pais e responsáveis. Sessenta e oito por cento dos gestores escolares afirmaram ter se reunido com professores e outros funcionários para discutir o uso de tecnologias digitais nas escolas, enquanto 60% realizaram encontros com pais e responsáveis. Embora o uso de celulares seja uma pauta frequente, regras sobre o uso de ferramentas de IA foram abordadas por 40% dos gestores.
Apesar da popularidade da IA entre os estudantes, a falta de orientação sobre seu uso adequado é uma preocupação. Especialistas ressaltam a importância de que as escolas orientem os alunos sobre a integridade da informação, a autoria e a avaliação de fontes. Além disso, é fundamental que os estudantes aprendam a usar a IA para construir conhecimento e ampliar suas estratégias de aprendizagem, em vez de simplesmente aceitar respostas prontas.
O levantamento entrevistou gestores, coordenadores, professores e alunos de escolas públicas e privadas em áreas rurais e urbanas de todo o país, entre agosto do ano passado e março deste ano.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br









