Um levantamento recente revela que 4,2 milhões de estudantes brasileiros enfrentam um atraso escolar de dois anos ou mais. Este contingente representa 12,5% do total de matrículas em todo o país, um número que acende um alerta sobre os desafios persistentes no sistema educacional.
Apesar do volume considerável, os dados indicam um progresso gradual na redução da distorção idade-série. Em 2023, a taxa de estudantes com atraso escolar era de 13,4%, demonstrando uma ligeira melhora no cenário atual.
O estudo aponta para disparidades significativas quando se analisam os dados sob a perspectiva de raça/cor e gênero. A discrepância entre estudantes negros e brancos é notável, com uma taxa de atraso escolar de 15,2% entre os negros, quase o dobro dos 8,1% observados entre os brancos. A análise também revela que os meninos são mais afetados pelo atraso escolar do que as meninas, com taxas de 14,6% e 10,3%, respectivamente.
Especialistas destacam que o atraso escolar não deve ser atribuído unicamente ao estudante, mas sim compreendido como um reflexo de uma série de fatores sociais e econômicos que contribuem para a dificuldade de acompanhamento dos estudos. A importância de ouvir os estudantes para entender as razões por trás do atraso escolar é fundamental para a criação de soluções eficazes.
Uma pesquisa anterior revelou que uma parcela considerável de adolescentes sente que a escola desconhece suas realidades familiares, o que pode gerar um sentimento de não pertencimento e impactar negativamente o desempenho escolar.
Uma das consequências mais preocupantes do atraso escolar é o abandono dos estudos. No entanto, dados recentes indicam que o país alcançou o maior percentual da série histórica, com 56% da população adulta com ensino médio completo. Em 2016, eram 46,2%.
A busca por uma maior escolaridade é crucial, pois possibilita uma maior participação cidadã, melhores salários e condições socioeconômicas mais favoráveis.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br









