A Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPMI) do INSS decidiu recorrer da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) que facultou a Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e Maurício Camisotti o comparecimento à comissão. O presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou que entrará com mandado de segurança para garantir a presença dos investigados.
Segundo Viana, a presença dos dois é crucial para as investigações sobre as fraudes em descontos de empréstimos consignados de aposentados e pensionistas. “Entendemos que é fundamental a presença dos dois investigados, porque já estavam comprometidos a comparecer e eles, diante dos parlamentares, podem inclusive nos ajudar a esclarecer com muita rapidez tudo o que aconteceu”, afirmou o senador.
O senador Viana expressou seu respeito, mas classificou como injustificável a decisão do ministro do STF, que permite que os investigados não compareçam à CPMI. A Polícia Federal (PF) cumpriu mandados judiciais de prisão preventiva de Antunes e Camisotti no âmbito da Operação Cambota, que investiga a cobrança ilegal de mensalidades associativas descontadas sem autorização dos benefícios previdenciários pagos a milhões de aposentados e pensionistas.
“Respeito a decisão do ministro, mas entendo injustificável dar o direito de não comparecerem, uma vez que estão presos e que têm muito a dizer à CPMI. O trabalho da Polícia Federal e do Supremo é muito diferente da CPMI”, destacou Viana.
O senador esclareceu que a comissão está realizando um trabalho de investigação aprofundado. “Nós fazemos uma linha investigativa, inclusive junto ao serviço público, junto ao Estado, para entendermos como todo esse roubo da Previdência aconteceu. Esperamos que o ministro reveja a decisão e nos permita obrigar a ida dos dois até a CPMI, já na segunda e na próxima quinta-feira”, concluiu o senador.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br









