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EUA Criam Portal freedom para Europeus Acessarem Conteúdo

Portal Freedom

Os Estados Unidos desenvolveram uma plataforma digital que promete permitir que europeus acessem conteúdos bloqueados, como canais do yotube. De acordo com informações da Reuters, o portal chamado ‘freedom.gov‘ visa oferecer aos usuários ao redor do mundo uma maneira de contornar os controles governamentais sobre conteúdos online.

Iniciativa dos EUA Promete Acesso a Conteúdos Restritos

informações da Reuters
Imagem Reuters

O site apresenta uma imagem de um cavalo fantasmagórico galopando acima da Terra e traz o lema: ‘Informação é poder. Reivindique seu direito humano à livre expressão. Prepare-se’.

Administração e Intenções do Portal

Embora relatos sugiram que o portal tenha sido desenvolvido pelo Departamento de Estado dos EUA, o domínio parece ser administrado pela Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura (CISA), um ramo do Departamento de Segurança Interna (DHS). Este departamento também é responsável pela Imigração e Fiscalização Aduaneira (ICE).

A criação do portal ocorre após a administração Trump ter desmantelado em grande parte um programa do Departamento de Estado chamado Internet Freedom, que financiava grupos ao redor do mundo para desenvolver tecnologias que contornassem a censura.

Nos últimos dez anos, esse programa distribuiu mais de 500 milhões de dólares para especialistas em direitos digitais, de Mianmar ao Irã, Cuba e Venezuela, que criaram ferramentas usadas por populações locais para acessar a internet global.

Críticas e Controvérsias em Torno do Portal

O portal freedom.gov está sendo visto como uma tentativa de redirecionar e politizar o programa Internet Freedom. Um ex-funcionário dos EUA comentou que a iniciativa parece mais performativa, funcionando como uma declaração de política combativa. Ele destacou que as discordâncias do governo dos EUA com a União Europeia sobre liberdade de expressão não são novidade, mas um portal deste tipo leva a questão a um novo patamar.

Ferramentas financiadas pelo Internet Freedom eram de código aberto e preservavam a privacidade, permitindo auditoria do código e protegendo usuários de vigilância. Em contraste, o portal atual parece centralizar o tráfego em um sistema opaco controlado por uma agência governamental dos EUA.

Implicações e Reações Internacionais

As ‘censuras’ que o site pretende combater não são desligamentos de internet ou restrições amplas de conteúdo, como as vistas na China e no Irã, mas sim restrições europeias sobre discursos de ódio e conteúdos ilegais, conforme previsto no Digital Services Act e no UK’s Online Safety Act.

Especialistas como Andrew Ford Lyons, consultor independente de segurança digital, criticam a iniciativa, afirmando que ela não visa ajudar jornalistas ou ativistas, mas sim permitir que indivíduos acessem conteúdos controversos e potencialmente prejudiciais.

Tensões entre EUA e Europa sobre Regulação Digital

A administração Trump e empresas de tecnologia dos EUA estão em uma crescente disputa com a União Europeia sobre os esforços do bloco para regular grandes empresas de tecnologia. A Comissão Europeia lançou uma investigação sobre a propagação de deepfakes e ameaçou ações contra a Meta por uma aparente violação de regras antitruste.

Em dezembro, a administração Trump proibiu cinco europeus, incluindo o ex-comissário da UE Thierry Breton, de entrar nos EUA devido ao trabalho deles para regular discursos e desinformação.

Perspectivas Futuras e Declarações Oficiais

Em um discurso na Conferência de Segurança de Munique, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, criticou a Europa por censura midiática, moderação de conteúdo e correção política, afirmando que a liberdade de expressão estava em declínio.

A liberdade digital é uma prioridade para o Departamento de Estado, e isso inclui a proliferação de tecnologias de privacidade e de circunvenção de censura.

Um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA afirmou à Reuters que o governo norte-americano não possui um programa específico de circunvenção de censura para a Europa, mas destacou que a liberdade digital é uma prioridade, incluindo a proliferação de tecnologias de privacidade e de circunvenção de censura, como VPNs.

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