A inteligência artificial emergiu como um fator determinante para o futuro da Google e seu navegador Chrome. Há um ano, a empresa enfrentava um futuro incerto diante de um processo antitruste que a acusava de monopolizar o mercado de buscas online.
O Departamento de Justiça dos EUA buscava forçar a venda do Chrome ou do sistema operacional Android, o que poderia ter representado o fim do domínio da gigante tecnológica.
Após um longo processo judicial, a decisão judicial, anunciada em setembro de 2025, trouxe alívio para a Google. O juiz responsável pelo caso decidiu que a empresa não precisaria vender o Chrome nem ser desmembrada, e não proibiu os acordos para manter seu mecanismo de busca como padrão em dispositivos.
No entanto, o juiz ordenou que o Google concedesse aos seus rivais acesso a parte dos dados utilizados para melhorar a qualidade dos seus resultados de busca.
A influência da inteligência artificial generativa no mercado de buscas foi o ponto crucial da decisão. O juiz reconheceu que a ascensão da IA generativa, com seus milhões de usuários, alterou o cenário competitivo.
O surgimento da IA mudou o curso do caso, pois a possibilidade de mecanismos de busca com tecnologia de IA substituírem os mecanismos convencionais se tornou uma ameaça real.
A IA está transformando a forma como as pessoas pesquisam e utilizam a internet. Chatbots com tecnologia de IA, como o ChatGPT, fornecem respostas diretas em vez de listas de links, e o Google já incorporou recursos de chatbot em seu mecanismo de busca. Essa tendência de substituição das interfaces tradicionais por chatbots deve se acelerar.
A popularização da IA, impulsionada pelo modelo gratuito do ChatGPT, a cobertura midiática e os avanços tecnológicos, solidificou essa mudança.
O juiz dedicou parte da sua sentença para demonstrar como esse mercado funciona, concluindo que o Google ainda é dominante no setor, mas as tecnologias de IA generativa ainda podem se provar revolucionárias.
A decisão judicial reconheceu as “novas realidades” do mercado, admitindo que empresas estão em uma posição melhor para competir com o Google.
Para sublinhar a complexidade de lidar com uma tecnologia inovadora, o juiz mencionou que precisava olhar para uma bola de cristal e prever o futuro, ao invés de simplesmente resolver uma disputa com base em fatos do passado.
Embora alguns esperem poucas mudanças no funcionamento da Google, outros acreditam que a empresa terá que se adaptar. A questão central é o poder dos ecossistemas criados por empresas como o Google, que dificultam a entrada de novos competidores.









